domingo, 24 de abril de 2011

Ondas do subconsciente

           
            Eu tive um sonho essa noite. Não era nada premonitório ou algo tão importante. Era apenas meu subconsciente tentando acalmar meus sentimentos... era apenas meu subconsciente realizando um desejo meu para dar paz ao meu coração.
            No meu sonho havia um mar, de uma linda cor verde esmeralda. O sol brilhava e raios brincavam na água incrustando na esmeralda do mar milhares de minúsculos diamantes.
            O mar estava tão calmo, parecia que estava em paz, mas, bem próximo à praia, a praia onde eu queria mergulhar de qualquer maneira, havia ondas. Ondas gigantescas, revoltas, fatais. No sonho eu desejava entrar naquela onda, a qualquer custo, acompanhada...
            Sabe aquilo que falei, de que o número um não deve esperar nada de ninguém? Ele sempre acabava fazendo tudo sozinho... Pois é, minha companhia não era corajosa o suficiente para enfrentar as ondas junto comigo, e eu estava disposta a mergulhar de cabeça, sabendo que era a única maneira de acalmar o mar.
            Eu precisava desesperadamente que a praia estivesse tão calma e em paz quanto o mar que se estendia longe e sereno até o horizonte. Aplacar a fúria, a magoa, a dor, a tempestade de sentimentos que tiravam a paz da “minha praia”.
            Há bem pouco houve tempestade em meu coração e eu me sinto mais segura com a calmaria da solidão.
            Infelizmente acordei antes de mergulhar, acho que meu consciente ainda não está pronto para mergulhar de cabeça no turbilhão de sentimentos da praia com ondas...

domingo, 17 de abril de 2011

O Número 1

       Demorei mais do que eu esperava, bem mais. Mas, tudo acontece no tempo certo. Hoje, às 23:43 a Lua Cheia entra no signo de Libra, então equilíbrio é a palavra chave dessa semana. É preciso, em meio ao caos, parar de vez em quando, respirar, acalmar, alongar, espreguiçar. Se no seu trabalho você consegue fazer isso, saiba, você é um abençoado!

       Enquanto isso eu, em meio ao caos do meu pensamento, encontro um minuto de sanidade para continuar no estudo sobre numerologia. Vamos começar pelo número 1. Se você encontrou o 1, não importa em que posição, saiba... você não é necessariamente um abençoado mas alguém que não pode contar com ninguém. Quando Deus lhe perguntou “Filho o que queres?” Você disse: “Eu não quero ajuda de ninguém, eu vou até lá e farei o que tenho que fazer sozinho”... cara, você foi atendido... só pra deixar uma coisa clara... eu fui uma dessas pessoas...

       O número 1 é o número da coragem, ousadia, determinação, independência, autoconfiança, com tudo isso, o 1 acaba sendo líder. Ele atrai pessoas com problemas a serem resolvidos porque é isso o que ele faz, resolve problemas.

       O interessante é que o número 1 deu origem a todos os outros números, afinal, 1+1=2 / 1+1+1=3 e assim sucessivamente. Falei em outro post que o 1 é aquele que abre caminho em uma trilha, certo? Tem um vídeo muito interessante no youtube sobre a história do 1, vejam: http://www.youtube.com/watch?v=EDaSYndC2aQ - caramba, somos importantes, temos um vídeo sobre o "nosso número" e ainda resolvemos problemas alheios (por que será que resolver os alheios é sempre tão mais fácil que resolver os próprios?)

       O risco que o 1 corre é se tornar arrogante, orgulhoso, egoísta, o centro do universo. E então, ele começa a perder, e a primeira coisa que ele perde são pessoas, pois ninguém gosta de viver ao lado de uma pessoa assim. É assim que o 1 entra na solidão. “A linha que divide a dor da alegria, a perda da conquista é muito sutil”.

       Como no meu caso o 1 saiu na posição do que eu espiro nesta encarnação, entendo que, de alguma forma, vim em busca de autoconfiança. Preciso começar a entoar esse mantra... cooouuuummmmmfiiiiieeeeee eeeemmmm siiii meeesssssmoooooummmmm

       Conseguir o equilíbrio cortejando a insanidade... só a insanidade explicaria esse mantra... tsc tsc tsc


domingo, 3 de abril de 2011

O caos do pensamento

       Sei que ando quietinha, essa semana não tive tempo de postar a continuação sobre numerologia, andei trabalhando demais e em tempo dobrado. Estou cansada, um pouco estressada e, até por isso mesmo, um bocado mais recolhida.
       Outono e inverno já são estações que nos levam ao recolhimento, é bastante interessante sentirmos o quanto as estações do ano afetam, ainda que inconscientemente, nosso jeito de ser. No outono e inverno nos recolhemos, na primavera e verão nos abrimos. Pretendo falar, em breve, sobre essa nossa ligação com as estações e os signos zodiacais. De qualquer maneira, estou com metade de um texto pronto, assim, essa semana começo com os números 1,2 e 3 para dar continuidade e terminar com o que eu gostaria de falar sobre numerologia.
       Preciso me organizar nesse sentido porque, no geral, minha mente é um caos, ainda mais quando me permito à solidão. Certa vez um amigo me disse que minha mente era um eterno monólogo. Raras vezes fui realmente capaz de tornar esse monólogo um diálogo e, a verdade, é que mesmo falando, tudo o que penso e sinto continuam sendo somente coisas minhas, presas entre o pensar e o falar ou, entre o pensar e o escrever.
       Ou, se não continuam sendo somente coisas minhas, não têm muito valor para quem houve ou quem dialoga comigo. São tolices, nada mais. A verdade é que, mesmo com o caos instalado no meu pensamento, ainda consigo encontrar paz na solidão.
       Por isso, deixo hoje para vocês uma canção. Fechem os olhos enquanto a houvem, deixem-se envolver pela voz e melodia de Lenine, e quem sabe transformar a perda em recompensa... Só isso me interessa...