quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Ostara - Equinócio de Primavera


       Assim como no equinócio de outono, equilíbrio entre dia e noite, porém, enquanto no outono as noites tornavam-se maiores para o frio do inverno, em ostara são os dias que aumentam, preparando-nos para o calor do verão.


       
       
       Entre os druidas esse festival era conhecido como Alban Eilir, ou seja, "Luz da Terra", e é isso o que simboliza o equinócio, o retorno da luz à Terra.

       


       Este sabat também é conhecido por Eóstre em homenagem à Deusa anglo-saxã da fertilidade, de seu nome deriva a palavra Easter, páscoa em inglês. "Ostara" entre os antigos povos escandinavos era a Deusa da Primavera, considerada como símbolo da ressurreição de toda a natureza. Era ardorosamente cultuada no início da estação das flores.



       Para a natureza esta data marca a transição da metade do ano escura para a metade clara do ano, o primeiro dia da primavera. Festejado antigamente como o tempo da concepção da criança solar que nascerá em Yule.


       O jovem deus, nascido em Yule, está alcançando a maturidade enquanto a deusa donzela resplandece no auge de sua beleza e vitalidade, personificando o renascer da natureza.




       Em quase todas as tradições antigas essa data marca e o renascimento de vários deuses: Osíris no Egito, Dioniso e Perséfone na Grécia, Odin na Escandinávia, Jesus no cristianismo... 

        A exemplo de Yule... qualquer semelhança com a páscoa não é mera coincidência...

       Considerado o início do ano novo zodiacal, o equnócio vernal festeja a ressurreição da luz com o Deus Solar, o aquecimento da Terra, a germinação das sementes após a hibernação, o desabrochar da vegetação e renovação da vida.

           *********Literalmente é tempo de sair da toca.***********

       Os símbolos deste sabat são a lebre, ligado às deusas Ostara ou Eóstre, um animal extremamente fértil e os ovos, representando o potencial da vida e novo início.



       Há um mito muito antigo descrevendo a formação do mundo a partir do ovo primordial, posto pela Deusa Pássaro e chocado pelos raios do sol.
       Ai temos a origem do coelho da páscoa... mais um elemento de festividade cristã com profundas raízes pagãs.
       Os elementos ritualísticos incluem as cores verde, rosa, roxo, tons pastéis. As ervas jasmim, íris, narcisos. Enfeite-se com flores, reuna-se com amigos, festeja a vida. Ovos pintados com elementos festivos e místicos. São o símbolo máximo deste sabat.


       A primavera nos convida a vivermos com mais amplitude e generosidade, transcendendo nossas limitações e ilusões com humildade. Nos convida a surpreender, até a si mesmo, com novas maneiras de abordar o outro, com mais carinho, generosidade, despojamento, encanto.


       Temos a oportunidade de colocar o ego no seu lugar e abrir espaço do artista que habita em nós, o ser espiritual... sentir-se o Um, o Todo, o Nada, o Outro, Ninguém...

                         *********************** Entregue-se... *****************************


sábado, 24 de setembro de 2011

Imortal

            É a primeira vez que vou dar dica de livro. Acabo de ler a série Imortais da autora Alyson Noël, o último livro chama-se Infinito.
            Infinito é o que ela deseja que seja o beijo entre ela e sua alma gêmea. Ela é Ever (Sempre, na tradução literal). Ele é Damen.
            São sete livros ao todo, alguns podem ser bem cansativos, mas o último... dizem que o fim justifica os meios... esse série faz jus à expressão.
            Leiam Infinito. Ele guarda em si uma incrível jornada mística, escrita para adolescentes, leitura simples mas rica em simbolismos.
            Ever passa um tempo em Summerland, uma outra dimensão, uma dimensão rica em possibilidades onde ela adentra os Grandes Salões do Conhecimento, entrando em contato com os Arquivos Akáshicos.
            Em Summerland ela encontra seu arquétipo sombra, Yin e Yang. O arquétipo sombra é representado por Shadowland (terra de sombra) e, neste ambiente, quem a guia rumo ao seu destino é Lótus.
            Lótus, para quem não sabe, é uma belíssima flor que vence obstáculos e se ergue em meio à lama e o lodo.
            Ever enfrenta diversos desafios até conseguir completar sua jornada, até a Árvore da Vida e encontrar a iluminação!
            No livro, a iluminação é representada pela compreensão de que todos somos um, todos estamos interligados. Quando um indivíduo evoluí, toda a humanidade evolui com ele e, de acordo com a lei da correspondência, o contrário também é verdade.
            A iluminação traz a compreensão de que cada ser é único, um universo em constante transformação. A soma de tantas e tantas vidas. Experiências as mais variadas. Enriquecedoras e dolorosas.
            Atingir a iluminação traz a profunda compreensão de que o fato de não ser correspondido no amor não significa que o outro não tenha realmente te amado de todo o coração ou que não fosse amor verdadeiro.
            Significa que naquele momento, naquela vida os rumos eram outros, o destino era outro. As jornadas não eram unidas mas paralelas. Significa que há muito o que reparar com outros paralelos. Que há muito o que aprender até que duas almas gêmeas possam finalmente unir as palmas das mãos numa prece conjunta. Os lábios num beijo infinito.
            Mas o conhecimento mais importante, que nem mesmo os Arquivos Akáshicos podem transmitir, é o conhecimento da imortalidade. O coração bate, o sangue corre, o ar entra e sai do pulmão, mas o corpo um dia perece. A alma permanece. Imutável e evoluindo. A essência, a consciência, onde quer que ela se encontre, no plano terreno ou no reino cósmico, ela, a alma  imortal, sempre busca pela alma gêmea.
            Ela sempre ama, ela nunca se cansa de esperar pela união das essências irmãs em uma só, porque a ALMA sabe que a verdadeira união não é deste mundo. A verdadeira união ocorre em outro nível. A alma sabe que a união irá ocorrer e por isso aguarda.
            Esse é o objetivo de nossa alma em suas sucessivas encarnações, mas estamos, quase todos, longe de alcançar, isso porque o homem perde tempo prestando atenção no ruído que existe ao seu redor em vez de se concentrar na beleza do silêncio que há dentro dele.
            Ever completa a jornada mística rumo ao além de dentro, caminhando entre as sombras de seu próprio passado, em busca da iluminação do amor verdadeiro. Ever se permite escutar seu silêncio. A comunicação entre sua alma, sua essência e sua consciência através da intuição. E, ciente de que a alma é imortal, torna-se livre. A alma imortal ama Para Sempre, todos os dias, até o fim, e ainda mais um dia... 
            
            Se tiverem chance, leiam Infinito...

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

O místico

         
            "Um místico não pode ser ignorante, pois basta que peça e o conhecimento lhe é dado. Embora se interesse pela Religião, não é dominado por religião alguma. Ele sabe o que ela é, sabe que ela é necessária para a salvação do homem. Nada falta ao adepto do misticismo, pois a plenitude da natureza satisfaz cada uma de suas necessidades. Ele aceita a riqueza, merece as honras que lhe são conferidas, mas jamais se torna escravo dessas coisas. Sabe o que são a pobreza e o sofrimento e suporta o esquecimento, pois é o senhor de sua própria felicidade e não ouve nem teme pessoa alguma. O verdadeiro místico pode amar sem ser amado. Pode criar para si tesouros imperecíveis e se elevar muito acima dos prazeres deste mundo. Ele possui o que busca, não lamenta nada que esteja destinado a ter um fim, mas se recorda com satisfação de que só encontrou o que havia de bom em todas as coisas."

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

9, motivos para amar

            Quando eu falei no post anterior que quando um 9 ajuda alguém, este sai de sua vida, vocês se perguntaram o que acontece na vida afetiva?
            Tipo... e se um 9 ajudar seu companheiro/a?
            Bom, nesse caso, acontece o mesmo. A pessoa não ficará na sua vida e, se ficar, estará desequilibrando sua vida.
            Eu já namorei um 9 que me ajudou, e muito, em diversos setores e, embora eu o amasse, não permaneci em sua vida.
           
            Logicamente que, como toda regra tem sua exceção, isso não vale em caso de laços familiares pois ai entramos em outras questões de comprometimento.
            E isso é um problema que o 9 enfrenta pois há inúmeros casos de pessoas que acabam usando este número invertido, ou seja, um 6, e então devotam toda essa ajuda à sua família e então sua vida fica estagnada, lembram-se que falei que ele deve ajudar indistinta e incondicionalmente? Pois é...
            Falei que tive um namorado 9? Pois é... ele é nove na Motivação mas é 6 em no Eu Íntimo ai ai... situação complicada, relação mal resolvida...
           
            Quem tem 9 só poderia/deveria amar uma pessoa que estivesse no mesmo padrão que ela, que não precisasse dela, em nenhum nível, para que assim essa pessoa ficasse na vida dela.
            Não vamos confundir aqui compartilhar a vida e o que possuímos com ajuda porque corremos esse risco.
            Demorei um bom tempo para compreender o que realmente significa “compartilhar”  em uma relação afetiva e, qualquer relação que não tiver o compartilhar, não vale a pena.

            Compartilhar é colocar tudo o que se tem, tudo o que se é à disposição da pessoa e a pessoa oferecer o mesmo. Um desfruta do que o outro possui e cada um faz a sua parte na vida. Fazer a parte do outro é ajudar.
            Seja na área financeira, espiritual, emocional, seja na relação com a família, seja na relação com si mesmo.           
            Compartilhar é estar completa em uma relação, sem precisar que a outra parte o complete.  Sabe esse papo de que “fulano é o ar que eu respiro”? Isso não é compartilhar, é depender e quando o outro aceita ser o ar, está ajudando.
            Quando duas pessoas estão no mesmo padrão vibracional, material, afetivo e espiritual, não há necessidades a serem cumpridas ou supridas, e sim coisas a serem compartilhadas.

            Quando não há equilíbrio na vida afetiva, alguém está cedendo e, quando alguém cede, se violenta.
           
            É preciso que as pessoas que têm 9 se conscientizem e reflitam sobre esta questão, certamente compreenderiam muitas coisas a respeito de suas relações e o motivo delas chegarem ao fim. Elas precisam compreender que quando começam a se preocupar com o universo, elas começam a atrair pessoas na área afetiva que não têm problemas.
            E o nove é sentimental e romântico que só!

            Se pararmos para refletir “friamente”, quem tem 9 veio para amar o próximo e, portanto, não tem que se preocupar com o amor individual.
            Segundo os conceitos numerológicos, para uma pessoa chegar ao 9 em uma encarnação é porque ela já amou demais na vida cósmica, ele amou e foi amado demais para encarnar com o número de amor aos outros.

            Em suma: o 9 é humano, solícito, impessoal, compreensivo, generoso, justo e totalmente sem preconceitos... são pessoas fáceis de amar...

            Uma curiosidade, Jesus Cristo tinha um 5 e um 9... ele ajudava a todos através da transformação espiritual...

sábado, 17 de setembro de 2011

9, motivos para ajudar


Hoje vou começar a falar sobre um número que eu considero como sendo o mais interessante e instigante de estudar - o 9.
            Com o estudo do 9, encerramos a numerologia pitagórica da forma como Pitágoras a concebeu. O 11 e o 22 foram incorporados posteriormente.
            Abrimos o estudo com o 1, individual, e encerramos com o 9, que é universal, coletivo.
            É tanta coisa para falar sobre o 9 que provavelmente terei que dividir o post em 2.
            Se você é um 9 e ainda não percebeu, ou percebeu mas não acreditou, eu esclareço para você: SIM! Você sempre atrai pessoas que precisam de ajuda. Você se comprometeu a ajudar seu próximo indistinta e incondicionalmente.
            Quem tem 9 só terá conquista na proporção da ajuda  que proporcionar.
            Onde quer que ele vá, uma pessoa necessitada o encontra e, é incrível, mas essa pessoa vai contar todos os seus problemas e no final vai esperar que o 9 lhe dê soluções.
            Uma coisa interessante a respeito do 9 é que as pessoas que ele ajuda não permanecem em sua vida. Normalmente quando ele ajuda alguém, esse irá, naturalmente, se afastar. Isso acontece pois, se um dia o 9 precisar de ajuda e ele receber essa de quem ele já ajudou, ele volta a ficar em débito e isso cria um ciclo vicioso.
           
            Por outro lado, o 9 é também o sortudo da numerologia. A sorte de um 9 é tão grande que costuma incomodar quem convive com eles. A numerologia explica o porquê.
            Quando o 9 ajuda, isso fica registrado no seu campo vibracional e então, quando ele precisar de ajuda, por não poder contar com as pessoas que ele ajudou, toda essa energia é liberada na vida dele, e então a ajuda que ele precisa acontece.
            Popularmente chamamos isso de sorte, porém notamos que a numerologia trabalha com polaridades, o que tem de um lado, tem do outro, assim, se o 9 ajuda, ele tem sorte, se ele não ajuda, ele terá azar, e poem azar nisso.
            Tudo o que o 9 faz não dá certo, ele quebra a  cara com tudo, ele se dá mal com tudo, o que ele começa ele não termina.
            E como é que o 9 vai para o lado negativo?
            Ele ajuda e manda a fatura depois para a pessoa pagar, à vista e com juros. Ou então ele ajuda e joga isso na cara da pessoa. Ou ele ajuda e quer tomar conta da vida da pessoa.
            Torna-se uma pessoa controladora, acusadora, com vícios de autodestruição por se sentir traído por quem ajudou.
            Fica mal-humorado, um tipo de mau humor que contagia quem viver ao lado devido ao alto magnetismo que o 9 exerce.
           
            O nove é o último número da numerologia pitagórica, representa a morte de tudo, de tudo o que renascerá no 1.
            É preciso que tudo morra para renascer.
            Por isso que a crença na imortalidade acompanha o 9 do início ao fim de sua vida.
            São pessoas que terão suas vidas marcadas por transformações, transformações profundas...

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

8 pesos, 8 medidas


           O 8 é o número da justiça, do que permanece em equilíbrio. Do que é correto e verdadeiro.
           Na mitologia egípcia, Anubis e Maat são a representação máxima do simbolismo numerológico do 8. Quando um egípcio morria, Anubis o recebia e pesava seu coração, que deveria pesar menos que a pena de Maat. Maat é a Deusa da Verdade e também da Justiça. Mais que apenas Verdade, a pena de Maat pesava também a retidão e as ações do morto. Se o coração pesasse menos que a pena, então neste caso Anubis o encaminhava para o Além, caso contrário, era devorado por um animal semelhante a um crocodilo.

 
Irei postar na sequência desde post o Confissão a Maat, para que compreendam a força que seu simbolismo tinha para os egípcios e, na atualidade, também para os membros da Antiga e Mística Ordem Rosae e Crucix – AMORC.

            O próprio símbolo do número 8 nos lembra equilíbrio, como uma bola equilibrada sobre a outra, ou a lei mística de que o que está acima é como o que está abaixo, o que está dentro é como o que está fora. Lembramo-nos também do símbolo do infinito, conhecido como Lemniscata - ∞ - um 8 deitado. O Lemniscata  invariavelmente representa o equilíbrio de forças duais, claro/escuro, yin/yang, bem/mal, todos em constante fluxo e, por isso, em perfeito equilíbrio. 
 
             Por esses fatores, quem tem 8 é objetivo, verdadeiro e com grande senso de justiça, possui a capacidade de conquistar altos cargos, destacam-se profissionalmente. São líderes natos pois possuem muito brilho e carisma, são visionários e organizados. Ambiciosos, lutam para conquistar o que desejam, para brilhar, ter poder e status.
            Se você encontrou 8 numa das 3 posições do mapa, saiba que você deve valorizar os bens e as conquistar materiais. Deve ser sempre justo, correto e verdadeiro. Sempre mesmo porque, se não for assim, a vida vai te cobrar. Quem tem 8 tem compromisso com a honestidade, compromisso que assumiu com a Divindade.
            Quer um exemplo? Se a pessoa que não tem 8 roubar um Real, a vida irá lhe cobrar um Real. Se a pessoa com um 8 roubar 1 Real, a vida irá lhe cobrar mil. É simples...
           
            Como o 8 caminha para o lado negativo?
            Em primeiro lugar, não usa de toda justiça, verdade e retidão ao qual se comprometeu, então, infelizmente é comum ver pessoas com tanto destaque, brilho, sucesso e poder e que, de repente, despencam lá de cima, uma queda alta e dolorida. Perdem tudo, porque a Divindade cobra altos juros.
            Em segundo lugar, quando falamos “valorizar as conquistas e bens materiais, ter sucesso e prestígio” elas entendem “devo valorizar somente o material, dinheiro, poder e prestígio. Isso é o que me interessa.”
            Elas batalharam muito no lado positivo para chegar até o topo, e ai se viram pro lado negativo, pelo apego excessivo ao que conquistou. E ai, elas passam por cima de quem estiver no caminho delas. Tornam-se injustas, calculistas, egoístas, gananciosas.



            Se você tem um 8 (eu tenho...), precisa entender que justiça e honestidade devem ser suas prioridades, que todo bem e poder acumulado deve ser também para favorecer as outras pessoas e não somente a si próprio.
            Lembrar que para a Divindade, você assumiu essa responsabilidade e que ela cobra isso de você, ela te dá meios para subir e cabe a você prover os meios para fazer subir quem caminha ao seu lado.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Pintando o Sete

           Hoje eu vou falar sobre um número que eu gosto demais. O 7. Esse número já teve tanta importância em minha vida que eu pensei em me casar no dia 07/07/2007... é... mas eu não casei... e ele continua tendo muita importância para mim...
            Lembram-se que eu falei no 6 que começaríamos a falar do “lado interno” do ser humano, as emoções? Pois bem, aqui falaremos sobre a sua espiritualidade.
            Mais que espiritualidade, a palavra de um 7 é Perfeição. Mas por que ele teve esse privilégio? Porque o 7 é o único ser que tem os dois canais opostos funcionando.
            O primeiro canal é o da intelectualidade, cultura e racionalidade. O chamado “canal científico”.
            O outro canal, que é oposto ao anterior, é o da intuição. O chamado “canal intuitivo”.
            No canal científico provamos algo através do estudo, da pesquisa  da lógica. No canal intuitivo sentimos, mas não temos comprovação.
            Sabe aquelas pessoas céticas? O típico São Tomé, que tem que ver pra crer? É o 7 no seu lado negativo. Elas desenvolvem só o lado racional. Mas não é um cético irredutível, é um cético que dialoga e te dá chance de provar o seu ponto de vista, se você tiver como provar cientificamente...
            Como comentei, esse é o primeiro número que fala de espiritualidade, em todos os sentidos.
            A prática espiritual que a numerologia defende é a transformação interior, que vem pelo autoconhecimento. E ai entra a intuição, um sentir desenvolvido. A pessoa que tem intuição carrega uma antena parabólica na cabeça, ela sente os acontecimentos da vida de forma intensa.
            Uma pessoa 7 vai para o lado negativo quando desenvolve demais o canal científico e obstrui o intuitivo, tornando-se arredio, vago e confuso.
            São pessoas com muito conhecimento mas que não possuem sensibilidade para transmitir o que sabe. Mas a pior característica de um 7 “negativo” é o perfeccionismo. Ele deseja ser perfeito e, via de regra, acredita ser, e exige que o mundo à sua volta seja a mesma perfeição. Normalmente somente o que ele faz é bom, o restante não é capaz.
            Eles pintam o 7 com perfeição...
Algumas curiosidades do 7:
            Quando o ser humano não consegue explicar alguma coisa racionalmente, ele aplica o 7, assim temos as 7 maravilhas do mundo, as 7 notas musicais, as 7 cores do arco-íris.
            Até as religiões, mesmo as mais convencionais lançaram mão do 7: missa de 7º dia, vela de 7 dias,         7 pai-nossos e 7 ave-marias.
            Entre os cátaros havia um povo conhecido como “Os Perfeitos” ou “Setianos”. Setianos tanto pode vir de Seth, e aqui cabe todo um novo estudo, quanto de um 7, significando a perfeição.
            A humanidade encarnada encontra-se na 5ª Raça-Raiz, a época das transformações e caminha, ainda que em passos lentos, para a 7ª Raça-Raiz, também conhecida como Raça Loto, ou seja, a humanidade alcançara o lótus de mil pétalas, o mais alto grau de consciência, a Perfeição Cósmica. Temos mais uma vez o número 7 ligado ao termo “perfeição”.


sábado, 27 de agosto de 2011

I just want you to know who I am


Quebrei um espelho em mil pedaços. Cada pedaço guarda uma parte de mim. Gosto de sair em busca dos caquinhos pra colar os pedaços de mim com amor próprio. Uma cola poderosa.
     Essa é uma verdade sobre mim, posso ser inteira e ser em pedaços, posso ser única e posso ser mil. Você pediu toda a minha verdade, não foi? Um momento de verdade entre tantas mentiras, num mundo em que nada dura para sempre.
     Outra verdade sobre mim? Gosto de abraços apertados, daqueles de partir ao meio, só pro beijo poder nos colar depois. Gosto de sentir alegria com coisas bobas de fazer o coração pular no peito, como uma criança sorrindo pra lua.
     Gosto de inventar mundos meus, mundos cor-de-rosa. Achar graça em coisas sem sentido e ver beleza onde não há, ver o sol brilhando por trás da nuvem carregada de tempestade.
     O simples me faz rir, quem é simples me encanta. Ah como o complicado me aborrece!
     O mundo é grande, mas pra mim ele parece tão pequeno... e há tantas coisas que eu não entendo, mas não me preocupo em encontrar explicações... na verdade preocupo-me mais em encontrar perguntas que descobrir respostas.
     Preocupo-me com o que faz meu coração bater, as pernas amolecerem, os olhos brilharem e o sorriso correr solto.
     Gosto de imaginar que sou eterna, imortal. Mas desistiria de tudo isso se houvesse uma única chance de amar eternamente por um momento.
     Para o mundo cinza, uso giz de cera. Carrego-os na bolsa como aprendi a fazer recentemente num livro, para me sentir criança com livros para colorir.
     Para um dia de solidão, uso meus livros e os filmes.
     Para um dia de medo, tenho coragem. Tenho? Ah coragem eu tenho, de monte, o problema é que ela foge de mim, e normalmente procuro e não a encontro. O medo por outro lado é quem costuma me encontrar, mesmo quando fujo dele. Armazenei alguns que me encontraram ao longo da vida.
     Medo de eletricidade, de abelha, medo da solidão, medo de mim...
     Tenho uma bagunça cá dentro, às vezes tento organizar tudo em ordem alfabética, mas bate um vendaval e bagunça tudo de novo.
     Saio em busca de mim sem endereço ou destino, sem saber se vou chegar. Mas não paro. Posso perder o rumo, posso dar com a cara na porta. Mas eu vou! Sei que vou. E quando me pergunto o que eu procuro, me respondo: “amor, um filho, a mim mesma”.
     Sou mulher. Menina com contas a pagar.
     Trabalho como gente grande. Até brinco de ser séria...
     Quero ter forças pra ser frágil de novo. Entregar-me a alguém e sentir que alguém me completa, que é um pedaço de mim, daquele espelho que eu era. Não quero que o mundo me veja, porque não me entenderiam, mas desejo que você me sinta. Não o espelho que eu fui um dia, mas o eu de hoje. E eu sei que você poderia.
     Não preciso que me entendam. Quero que me amem. Quer me amar? Dê-me flores, um chocolate, dadinhos, sorrisos, carinhos, um poema pra sonhar, músicas pra encantar... Posso te amar? Prometo-te flores, sorrisos, carinhos, poesias, músicas...
     Eu só quero que você saiba quem eu sou... e pra isso... é preciso mais que uma escapada pro quarto... mais que três horas numa cama... é preciso mais minutos de conversa ao telefone... mais que 4 mensagens de celular... é preciso convivência... cumplicidade... confiança... essas coisas que se conquistam com o tempo... essas coisas que fazem um minuto valer uma eternidade... eternidade que eu dispensaria se pudesse tê-lo por um momento... um momento de verdade...

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Imbolc


           

            Atrasada como sempre nos meus posts... hoje falarei rapidamente sobre o ritual Imbolc.
            Este festival originou-se na Irlanda Antiga com as celebrações em homenagem à Deusa Brigit, que nessa época do ano era reverenciada como a “Noiva do Sol”, a Deus Donzela.
            Em Imbolc (ou candlemas) comemora-se o aumento da luz e o despertar das sementes enterradas na Terra. Ocorre cerca de 6 semanas após o Yule (solstício de inverno), enquanto a Deusa recupera-se do parto no qual troxe à luz a Criança da Promessa.
            Originalmente, na noite de Imbolc, todas as luzes e fogos eram apagados para serem acesos ritualisticamente com as brasas da fogueira erguida à Brigit.
            Brigit é uma Deusa Tríplice, regente da inspiração (artes, poesia, profecias), da cura (ervas, cura espiritual, terapias complementares) e da metalurgia (ferreiros, artesãos). As lendas celtas descrevem-na como a Deusa em sua apresentação de Donzela tocando com o seu bastão mágico a terra congelada pelo cajado d Anciã, despertando-a para a vida e aumentando a luz do dia.

            Esse festival também está ligado ao mito de Perséfone que metade do ano vive no mundo subterrâneo, terra de Hades, deixando a Terra entregue ao frio do inverno e, na outra metade, volta ao mundo superior, coroando a Terra com as flores da Primavera.
            É um período para se purificar e se renovar, percebendo o que não serve mais para a nossa vida, dando espaço para o novo chegar. É marcado pelo despertar de novos planos, novos projetos. Pela iniciação em caminhos espirituais ou em novas atividades.
            Uma dica: varra a sua casa mentalizando purificar a sua vida e o seu lar. Depois acenda uma vela vermelha ou branca e peça à Deusa Brigit para despertar o seu fogo criativo, o seu entusiasmo pela vida, para trazer luz ao seu caminho e proteção para sua casa e família.
            Em Imbolc a criatividade desperta e a inspiração floresce.

            Elementos ritualísticos: cores rosa, vermelho e verde claro. Guirlandas de flores amarelas. Ervas: salgueiro, alecrim ou manjericão, sândalo e sangue de dragão. As pedras âmbar, coral, estaurolita e quatzo-rosa.
           
            “Abençoada seja Deusa da Criatividade,
            Luminosa Brigit.
            Deusa do Fogo!
            Ensine-me a suportar os fogos da transformação,
            o fogo que tempera minha lâmina e me faça forte,
            Esteja comigo como um brilho em meu destino.
            Abençoada seja, Deusa da Transformação,
            Corajosa Perséfone,
            O caroço plantado na Terra.
            Ensine-me a entrar no submundo -
            Sem medo e emergir sem pesar.
            Ilumine meu caminho com suas tochas.
            Abençoada seja, Deusa da Fé,
            Constante Héstia,
            Deusa da lareira e do Templo.
            Ensine-me as lições de compromisso
            e satisfação, serviço e celebração.
            Aqueça-me por dentro e por fora.
            Que assim seja e assim se faça!”


terça-feira, 2 de agosto de 2011

Éramos Seis


A vibração do número 6 é uma das mais interessantes porque aqui começamos a analisar o lado interno das pessoas, o lado emocional do ser humano.
O 6 é o número do amor, afeição, emoção e, ao mesmo tempo, é o número da paz, da calma, da tranquilidade e da harmonia.
Porque cargas d´água a numerologia juntou o número do amor com o número da paz........... eu não faço ideia...
Brincadeira, na verdade eu sei sim: Quando o ser humano ama, ele produz ao seu redor tranquilidade. Quando o ser humano EXERCITA o sentimento de amor, ele produz paz ao seu redor.
Quando falamos em amor aqui, não falo do amor por um filho, um namorado, mas sim ao amor próprio.
Nós temos que primeiro amar a nós mesmos, nós temos que primeiro aprender a defender os nossos direitos, a fazer o que é correto em relação a nós mesmos.
A partir do momento que o ser humano tiver um profundo amor por si mesmo, será capaz de transmitir este amor ao mundo.
Jesus deixou esse ensinamento: “Ame ao teu próximo como a ti mesmo”.

** Para os místicos, amar a si próprio é amar a proposta que se fez com a divindade **

Agora vejam que interessante, além do 6 ser de amor e paz, ele é também o número caseiro e que valoriza o lar.
Paz e Amor x lar... Pitágoras não conhecia minha família...
Só colocamos em nossas casas pessoas que amamos e que estejam em sintonia conosco. Para nós, mortais sem um 6 no mapa, isso é uma ideia a se considerar, para um 6 isso é premissa. Isso é obrigatório!!
O número 6 valoriza as pessoas que moram com ela, valoriza o imóvel do lar e transforma cada ambiente em “aconchego”. Mas isso não significa apego material.
Eles detestam brigas, berro e desentendimentos, então vivem conciliando as pessoas, colocando panos quentes nos erros de todos para manter a harmonia. 

Não posso falar sobre a vibração do número 6 e não falar sobre seu símbolo máximo, o hexagrama. Podemos encontrar definições para esse símbolo em praticamente todas as religiões e tradições místicas.

Pode simbolizar a união das forças ativa e passiva na natureza, os pólos feminino e masculino, sendo o triângulo voltado para cima símbolo do princípio masculino e o triângulo voltado para baixo o feminino. Há também uma interpretação na qual o triângulo voltado para baixo representa a manifestação divina e o segundo triângulo a manifestação material, princípio hermético, o que está acima é como o que está abaixo, e o que está abaixo é como o que está acima.
Na Cabala judaica, o hexagrama faz alusão às sete emanações divinas (sefirot) inferiores. Cada um dos triângulos que formam os lados da estrela representa uma emanação e o centro dos triângulos maiores sobrepostos, representam a emanação denominada Malchut.
Em todas essas definições, há sempre um ponto em comum, o símbolo representa equilíbrio e harmonia.

Como o 6 vai para a polaridade negativa?
Calma, muita calma, tanta calma que ele resolve não fazer nada. Vai empurrando a vida com a barriga. Deixam os momentos passar e acabam se tornando acomodados, desleixados e irresponsáveis.
Diferente da irresponsabilidade do 5 que larga tudo e vai embora, o 6 não vai embora, ele simplesmente não faz nada......... é um mala sem alça... que não faz nada, fica sempre colocando panos quentes e você tem de carregá-lo para todos os lados...

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Yule - Solstício de Inverno


No ventre da Deusa
a luz repousa,
é o Deus que renasce
com a promessa de vida.
O Deus com a Deusa se une,
transformando morte em vida,
transmutando Sol em Lua.

O Deus fecunda sua amada,
a Deusa-Mãe que por amor
seu sacrifício aceita.

O sacrifício do Deus
é o início de um ciclo,
do tempo que retorna
para a Roda do Ano sempre girar.
E assim em Yule a luz volta a brilhar.
É a Criança da Promessa
a nossa vida a abençoar.

Hoje a noite é bela, vamos à capela, sob a luz de vela, felizes a cantar...

O Solstício de Inverno é a noite mais longa do ano, marcando a época em que os dias começam a crescer e as horas de escuridão a diminuir. É o festival do renascer do Sol, dá mesmo pra perceber que mesmo no inverno o sol está voltando... e que continue assim!

O tema principal de Yule é a luz, em todas as suas manifestações, seja o fogo da lareira, uma fogueira, velas... a luz torna-se elemento mágico, capaz de ajudar o Sol a retornar para a Terra, para nossa vida, coração e mente. A  luz ilumina o caminho a seguir rumo à realização das promessas e dos desejos.

Há alguns anos entrei em contato com um coven que na noite de Yule se reuniam numa sala escura, e contavam histórias de assombração até metade da noite, na outra metade começavam a acender o fogo contando histórias de realizações, até o nascer do Sol. Aprendi muitas coisas sobre o nascimento da esperança na noite que compartilhei com eles... 

Ao soar o sino, sino pequenino. Vem o Deus menino, nos abençoar...

O Sol é simbolizado então pelo Deus menino, pela Criança da Promessa que foi concebido em Beltane na união do Deus com a Deusa.

Yule também é tempo de celebrar o Deus Cornífero, reafirmando a continuação da vida. É tempo de celebrar o espírito da Terra, pedindo coragem para enfrentar obstáculos e dificuldades. Renovação das esperanças, novas promessas de alegrias e realizações. É momento de contar histórias, cantar, dançar, celebrar a vida e a união.

 
*Qualquer semelhança entre Yule e Natal não é mera coincidência*

As festividades do nascimento da criança prometida é anterior às festividades do nascimento de Jesus de Nazaré. Homens e mulheres que viviam do cultivo da terra estavam intimamente ligados aos ciclos de vida e morte da natureza e, como em praticamente todas as tradições antigas, lidavam com esses ciclos através de mitos, um deles, o mito de morte e renascimento do Deus, da união entre Deus e Deusa. Quando o cristianismo passou a ocupar o mundo, muitas vezes por meio da força, o ritual de nascimento do Deus foi suplantado pelo ritual de nascimento de Jesus, que comemoramos no Natal, 24 de Dezembro  – Solstício de Inverno no hemisfério norte – local de origem de muitas dessas tradições. 

Os elementos ritualísticos são as cores dourada, verde e vermelha – as ervas visco, alecrim – as pedras rubi, jaspe verde e vermelha . Bolos de frutas secas, nozes, uvas, vinhos e, principalmente, guirlandas e árvore de yule (também conhecida como árvore de natal).
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