sábado, 26 de março de 2011

"O Homem que Calculava"

A Numerologia Pitagórica tem como objetivo transmitir ao ser humano o autoconhecimento, ou seja, o conhecimento de si mesmo. Quando uma pessoa se conhece, ela domina a si mesmo e então é capaz de dominar o mundo ao seu redor; quando ela não se conhece, ela é dominada pelo mundo.
           
                    Conhece-te a ti mesmo!
       
     Para calcularmos os 3 principais números de nosso mapa numerológico precisamos da data de nascimento real, não vale a data de registro, e o seu nome completo como consta na sua primeira certidão de nascimento.
            A Numerologia Pitagórica reconhece os números de 1 a 9, 11 e 22. Há um diagrama de correspondência entre números e letras, conforme abaixo:

1
2
3
4
5
6
7
8
9
A
B
C
D
E
F
G
H
I
J
K
L
M
N
O
P
Q
R
S
T
U
V
W
X
Y
Z

                              Obs.: Y é consoante. Ç é considerado um “C”.

Usando como exemplo o nome e a data em que criei o blog, mostrarei como calcular seus números:


3 + 6 = 9
1 + 2 = 3

1 + 5 = 6
5 + 1 + 6 = 12

9 + 6 = 15
5

1

6


9

6
E
S
P
A
Ç
O

M
Y
S
T
I
K
O

1
7

3


4
7
1
2

2

1 + 7 + 3 = 11

4 + 7 + 1 + 2 + 2 = 16
1 + 1 = 2

1 + 6 = 7
2 + 7 = 9











 Com a data de nascimento, faremos da seguinte forma:


02
03
2011
0 + 2 = 2
0 + 3 = 3
2 + 0 + 1 + 1 = 4
2
3
4
         2       +    3       +             4
9

                       
CAMINHO DO DESTINO             CD    Soma da data de nascimento
O que estamos fazendo aqui     9                                
MOTIVAÇÃO                            MO          Soma das vogais
Quem a pessoa é                     9                    
EU ÍNTIMO                              EU      Soma das consoantes
O sonho de vida                        9

            Vou falar apenas desses 3 números pois são os únicos números fixos de nosso mapa numerológico, eles te acompanharão por toda a vida.

            MO (motivação) = quem a pessoa é, a sua essência, a sua alma, o seu espírito.
            EU (eu íntimo) = qual é o sonho da pessoa, aquilo que ela vai buscar no decorrer da ida, os desejos que ela tiver, o que a pessoa quer “na” e “da” vida.
            CD (caminho do destino) = o que a pessoa veio realizar, o objetivo pelo qual voltou à Terra.

            Tomando os exemplos dados, mais as qualidades/necessidades humanas já citadas anteriormente, temos:

            CD 9 = objetivo deste blog – universalidade
            MO 9 = o que o blog é – universalidade
            EU 9 = o que blog veio realizar – universalidade.

            Para conhecimento de todos, os números que regem a minha vida pessoal são:

            CD 3 – objetivo crescimento
            MO 7 – eu sou perfeição
            EU 1 – eu desejo força

            Falarei um pouco mais sobre cada número em futuros posts. Caso tenham alguma dúvida quanto aos cálculos, por favor comentem!!!

sábado, 19 de março de 2011

Mabon - Equinócio de Outono

20 de março de 2011. Equinócio de Outono. Equilíbrio entre dia e noite. Hoje, nós, pagãos, comemoramos Mabon, tempo de colheita dos frutos e preparação para o inverno. O vento sul torna-se mais forte, o frio começa a nos manter mais próximos ao fogo. Celebraremos a entrada em nossas cavernas inconscientes onde no inverno hibernamos nosso ego e vamos fundo em nosso eu interior. As noites a partir de hoje se tornam maiores.
            Mabon recebeu seu nome do deus gaulês Mabon, um menino valente que num dia de brincadeira entre árvores e animais se perde no além mágico, mergulhando no útero da terra, um lugar de encantamento. Ele é procurado pelos quatro cantos e é encontrado e o jovem garoto perdido tornou-se um guerreiro de verdade, renascendo como o filho da luz, uma nova semente.
            Mas a mais famosa das celebrações antigas era a dos Mistérios dos Eleusis, centrado no mito de Deméter e Perséfone, a interligação da morte com a vida. A alternância das estações de luz e de escuridão.
Agora é o tempo de equilíbrio, quando o dia e a noite se encaram como iguais. Todavia, nesta estação, a noite é crescente e o dia é minguante, pois nada jamais permanece sem mudanças nas marés da Terra e do Céu. Saibam e se lembrem que o que quer que seja que nasce tem de se por, e que o que quer que seja que se põe tem também que nascer. (Janet e Stewart Farrar em Oito Sabás para Bruxas).
É chegada a hora de pensar em nossas atitudes, o que plantamos e o que colhemos. A vida é cíclica. Tudo vai e tudo volta. É um ciclo, como morte e vida. Por isso, é também um ritual onde honramos nossos antepassados e pedimos a eles que nos aconselhem, em forma de sonhos ou intuição, para que no tempo da escuridão nos lembremos sempre que a luz retorna.
Mabon é tempo de interiorizar-se e entender que tudo na vida tem seu começo, seu meio e seu fim que é também uma forma de recomeço... sentemo-nos diante do fogo e sejamos inundados pelo calor de nossos pensamentos e sentimentos, que em turbilhão de sensações nos colocam diante do ciclo. O que fomos, o que somos e o que seremos sempre depende do dia de hoje, do agora. É preciso sentar diante do fogo e queimar o que não lhe serve mais, sentimentos, emoções, tristezas, saudades, abrindo caminho para novas sementes que se recolhem na úmida e fértil terra de nossas mentes para renascer quando for chegada a hora.

            Os elementos ritualísticos principais desse ritual ao outono são as cores amarelo, marrom e verde – as ervas trigo, benjoim, mirra, sálvia e madressilva – as pedras jaspe e cornalina e ágata amarela.
             
            Deixo uma poesia de Olavo Bilac,  O outono:


Sou a sazão mais rica:
A árvore frutifica
Durante esta estação;
No tempo da colheita,
A gente satisfeita
Saúda a Criação.

Concede a Natureza
O premio da riqueza
Ao bom trabalhador,
E enche, contente e ufana,
De júbilo a choupana
De cada lavrador.

Vede como do galho,
Molhado inda de orvalho,
Maduro o fruto cai…
Interrompendo as danças,
Aproveitai, crianças!
Os frutos apanhai!

Numerando

    
            No meu post sobre numerologia, falei que Pitágoras catalogou e nomeou as atividades e necessidades humanas, mas, de que forma ele fez isso? Que método ele utilizou para isso? Como ele soube que número ligar a tal necessidade ou atividade? A simples e incrível observação humana.
            Quem abre trilhas em uma caminhada? Quem está sempre à frente? O primeiro é responsável por incentivar e “puxar” os demais. O primeiro abre caminho para os outros passarem. Portanto, o primeiro é o mais forte, o 1 representa a Força.
            O ser humano para unir-se precisa de no mínimo mais uma pessoa, tem que haver duas ou mais partes, assim, o 2 representa a União.
            Na união de 2, encontramos o 3. O fruto. A Tríade que originou a vida humana. Três forças que fizeram crescer a raça humana. Pai – Filho – Espírito Santo. Então o 3 representa o Crescimento.
            Para gerar estabilidade, acrescenta-se mais um. Quatro pilares de sustentação. Quatro pernas em uma cadeira. Quatro alicerces. Quatro membros no ser humano. Dessa forma, o 4 representa a Segurança.
            Sabia-se que um elemento elevado à 5ª potência de suas próprias características transforma sua composição original. Por isso, o 5 simboliza a Transformação.
            Para que esse elemento retorne à sua característica original será preciso um novo elemento que inibe a transformação, levando-o à harmonia inicial. Chegamos assim o 6, Harmonia.
            O elemento era original, transforma-se elevado à 5ª potência, recebe mais um elemento chegando ao 6, harmonia, e assim adquire conhecimento, experiência, saber o caminho a trilhar do início ao fim e ainda se permitir recomeçar. O 7, então, simboliza a Sabedoria.
            O que fazer com essa sabedoria? Conhecimento não compartilhado perde seu valor. É preciso compartilhamento o saber afinal, a descoberta é mérito do descobridor, mas a sua descoberta dependeu de algo que existia e, se existia, é de domínio humano. Sendo de domínio humano, é justo reter o conhecimento adquirido? Como é comprovada a eficiência de uma descoberta? Quando se justifica transmitindo. Para se aplicar essa justiça foi necessário oito condições: 5ª potência + inibidor + conhecimento + atitude de transmissão. 8 representa a Justiça.
            Adquiriu-se Individualidade, União, Crescimento, Segurança, Transformação, Harmonia, Sabedoria e Justiça. O que fazer com tudo isso? Universalizá-las. Entregar ao Universo. O 9 representa então a Universalidade.
            Como sabia-se que os números originais iam de 0 a 9, você deve estar se perguntando, onde ficou o 0?
            O humano nasce no 1 e percorre todo o caminho até o 9. E quando chega ao 9, entrega ao Universo e então, entregando ao Universo, ele está sozinho novamente, iniciando o ciclo novamente. Ele retorna ao 1. É um círculo. Que força seria essa capaz de envolver todo esse processo evolutivo? Não é humana, pois o humano parte do 1 ao 9, percorrendo o caminho. Quem comanda o ciclo é Divino. Assim, creditou-se ao 0 a expressão Divina. A força capaz de sustentar a evolução humana.
            
Fonte: Curso de Numerologia ABRAN

quinta-feira, 17 de março de 2011

Não sofro. Apenas sinto sua falta.


       Esse post vai parecer meio adolescente, até mesmo infantil. Mais sombra que pensamento... Mas a vontade de falar, ou desabafar é maior do que a vergonha de me expor. A idéia de me expor é estranha considerando meu jeito de ser, sempre meio distante, meio alheia, uma forma de manter as sombras que tenho escondidas num canto qualquer dentro de mim. No entanto não me parece totalmente absurda, uma vez que, as pessoas que me amam me merecem por inteira e não pela metade.

       A verdade, nua e crua, é que não há um único dia em que eu não pense nele. Um único dia em que eu não sinta a falta dele, uma falta não física, uma vez que ele não esteve realmente ao meu lado por muito mais que 10 dias. Mas ele esteve ao meu lado, emocional e espiritualmente por tempo suficiente para me fazer crer que era de verdade. Não foi "para sempre", mas foi verdadeiro, de minha parte pelo menos.

       A parte adolescente desse post é que, hoje, entendo o sentimento que Stephenie Meyer descreve em Lua Nova, quando Edward deixa Bella. Vazio, vazio, vazio. Um buraco no coração, que nada nem ninguém é capaz de preencher, além dele mesmo. Ainda que por horas esse buraco cesse de doer, por mais que por horas o mundo parece o mesmo e você é capaz de sorrir e agir como se estivesse inteira, quando a porta do seu quarto se fecha e o silêncio toma conta de sua mente, o buraco volta, o vazio te engole e então você percebe que o mundo é diferente agora.

       Preferi não manter contato. Ser amiga apenas é ainda mais doloroso que não ser nada. Ao menos vivendo com a sua ausência, posso me dar à oportunidade de tentar me abrir novamente e acreditar que certas coisas são reais, simplesmente ter fé no sentimento das pessoas. Preferi ficar só nesse momento, algumas borrachas podem demorar a apagar certos sentimentos inscritos em nós. Não existe um botão “delete” no meu coração.

       Não sofro. Sofrimento é um termo pesado demais para expressar o que sinto. Não sofro, apenas sinto. A falta da "letra escrita" numa tela de messenger. A falta da preocupação de estar em casa para falar um "oi" e falar do nosso dia-a-dia. De me abrir e ser inteira para uma pessoa que parecia ser inteiro para mim. Ainda que fosse relativamente inteiro. Amor é uma coisa estranha de sentir, quando não se tem a quem amar.

       O amor é relativo...? É sim. Depende do quanto somos capazes de nos dividir. Capazes de nos doarmos. Capazes de compartilhar. Capazes de sermos carne e espírito.

Não sofro. Apenas sinto sua falta.

sábado, 12 de março de 2011

Tempo Antigo


     Imagine-se vivendo numa época onde não exista eletricidade, internet, televisão, jogos eletrônicos, campeonatos de futebol, shopping centers. O acesso à escrita e leitura é restrita a alguns poucos privilegiados. A jornada de trabalho não era de 9 horas nem se perdia mais de 2 horas no transito.
      Assim era a Grécia Antiga, 600 AC (ou como imagino que ela tenha sido). Como não havia recursos tecnológicos para a distração, o Homem tinha tempo para algo muito mais importante, ainda nos dias atuais, contemplar.
      Ao contemplar a si mesmo, o ser humano descobriu a Humanidade.
      Ao descobrir a Humanidade entendeu o Universo.
      Ao entender o Universo, encontrou o Criador, a Unidade.
      É nesse mundo, nesse contexto que encontramos o "pai" da numerologia, Pitágoras.
      Sabe-se que Pitágoras estudou diversas áreas, numerologia, astrologia, astronomia, esoterismo e  misticismo são apenas algumas delas. Foi um filósofo. Um ser humano iluminado pela sabedoria e dotado de precisão científica. Certamente era um iniciado nos Mistérios.
      Através da profunda observação ele associou as personalidades humanas aos números, dando-lhes características humanas e desenvolveu mecanismos para elaborar um mapa numerológico, visando ententer a influência dos números no decorrer de nossas vidas.
      Reunindo diversos grupos de pessoas pôde perceber que algumas delas reagiam ou apresentavam necessidades semelhantes. Separou-as por grupos de idênticas reações e necessidades, catalogou e nomeou-as, percebendo que não havia muitas variações.
      Já era de conhecimento naquela época os números originais, de 0 a 9. Assim, ele catalogou as atividades e necessidades humanas em:
Força / União / Crescimento / Segurança / Transformação / Harmonia / Perfeição / Justiça / Universalidade
     
      Assim como a Astrologia, a Numerologia é um instrumento de autoconhecimento. Conhecendo os signos e suas casas em nosso mapa natal, bem como os números que influenciam nossas vidas, entenderemos mais a nossa personalidade, nossa missão.
       Cabe aqui esclarecer que não é o signo em que nasceu quem determina quem você é, mas sim quem você é determina o signo sob o qual nascer, como um indicativo, um instrumento de esclarecimento sobre o que veio viver na terra. Os astros e os números são, portanto, a marca, a não a causa de nossa personalidade.
      Isso é algo controverso, voltarei a falar sobre, bem como dos números.

Saudações de Paz e Luz,

quarta-feira, 2 de março de 2011

Marco Zero


        02 Março 2011. Um dia de vibração numerológica 9. Um dia de espiritualidade, universalidade. Um dia de dedicar-se à necessidade do próximo. Um minuto na vida para elevar os pensamentos, interiorizar-se para o despertar da Energia Cósmica no centro de seu ser.
        Nada mais propicio para iniciar este blog voltado quase que em totalidade para a espiritualidade, misticismo e evolução do ser humano, entremeados por meus pensamentos e sentimentos por vezes tão contraditórios, por vezes tão além do mundo físico.
        Como "Marco Zero" falarei um pouco mais sobre mim. Tenho 32 anos, nascida em 08 Jun 1978, sob o signo de Gêmeos, ascendente em Peixes e Lua em Câncer.
        Sou mestra em Reiki Usui e Karuna Ki, nível III A em alguns outros sistemas de cura energética, como Tera Mai, Sekhem, Seichim Reiki e Isis Seichim. Terapeuta floral e massoterapeuta, embora minha tendinite não me permita exercer essa última função.
        Sou neófita Rosa Cruz, apenas iniciando o caminho na Senda do conhecimento das antigas escolas de mistério egípcias.
        Sou bruxa de família. Pagã por convicção. Mística em formação.
        Por que escolhi o misticismo?
        Porque através do misticismo aprendo a ser mais eu mesma, centelha divina, Alma que faz parte de um Todo, do Deus do meu coração que anima a todos os seres; aprendo a ser mais consciente dos poderes do meu subconsciente, aprendo a ser mais forte, mais interligada às emanações de Luz, Vida e Amor que jorram do Grande Arquiteto do Universo.
        Quando aprendo a ser mais eu, me permito ser mais para os outros.