terça-feira, 30 de agosto de 2011

Pintando o Sete

           Hoje eu vou falar sobre um número que eu gosto demais. O 7. Esse número já teve tanta importância em minha vida que eu pensei em me casar no dia 07/07/2007... é... mas eu não casei... e ele continua tendo muita importância para mim...
            Lembram-se que eu falei no 6 que começaríamos a falar do “lado interno” do ser humano, as emoções? Pois bem, aqui falaremos sobre a sua espiritualidade.
            Mais que espiritualidade, a palavra de um 7 é Perfeição. Mas por que ele teve esse privilégio? Porque o 7 é o único ser que tem os dois canais opostos funcionando.
            O primeiro canal é o da intelectualidade, cultura e racionalidade. O chamado “canal científico”.
            O outro canal, que é oposto ao anterior, é o da intuição. O chamado “canal intuitivo”.
            No canal científico provamos algo através do estudo, da pesquisa  da lógica. No canal intuitivo sentimos, mas não temos comprovação.
            Sabe aquelas pessoas céticas? O típico São Tomé, que tem que ver pra crer? É o 7 no seu lado negativo. Elas desenvolvem só o lado racional. Mas não é um cético irredutível, é um cético que dialoga e te dá chance de provar o seu ponto de vista, se você tiver como provar cientificamente...
            Como comentei, esse é o primeiro número que fala de espiritualidade, em todos os sentidos.
            A prática espiritual que a numerologia defende é a transformação interior, que vem pelo autoconhecimento. E ai entra a intuição, um sentir desenvolvido. A pessoa que tem intuição carrega uma antena parabólica na cabeça, ela sente os acontecimentos da vida de forma intensa.
            Uma pessoa 7 vai para o lado negativo quando desenvolve demais o canal científico e obstrui o intuitivo, tornando-se arredio, vago e confuso.
            São pessoas com muito conhecimento mas que não possuem sensibilidade para transmitir o que sabe. Mas a pior característica de um 7 “negativo” é o perfeccionismo. Ele deseja ser perfeito e, via de regra, acredita ser, e exige que o mundo à sua volta seja a mesma perfeição. Normalmente somente o que ele faz é bom, o restante não é capaz.
            Eles pintam o 7 com perfeição...
Algumas curiosidades do 7:
            Quando o ser humano não consegue explicar alguma coisa racionalmente, ele aplica o 7, assim temos as 7 maravilhas do mundo, as 7 notas musicais, as 7 cores do arco-íris.
            Até as religiões, mesmo as mais convencionais lançaram mão do 7: missa de 7º dia, vela de 7 dias,         7 pai-nossos e 7 ave-marias.
            Entre os cátaros havia um povo conhecido como “Os Perfeitos” ou “Setianos”. Setianos tanto pode vir de Seth, e aqui cabe todo um novo estudo, quanto de um 7, significando a perfeição.
            A humanidade encarnada encontra-se na 5ª Raça-Raiz, a época das transformações e caminha, ainda que em passos lentos, para a 7ª Raça-Raiz, também conhecida como Raça Loto, ou seja, a humanidade alcançara o lótus de mil pétalas, o mais alto grau de consciência, a Perfeição Cósmica. Temos mais uma vez o número 7 ligado ao termo “perfeição”.


sábado, 27 de agosto de 2011

I just want you to know who I am


Quebrei um espelho em mil pedaços. Cada pedaço guarda uma parte de mim. Gosto de sair em busca dos caquinhos pra colar os pedaços de mim com amor próprio. Uma cola poderosa.
     Essa é uma verdade sobre mim, posso ser inteira e ser em pedaços, posso ser única e posso ser mil. Você pediu toda a minha verdade, não foi? Um momento de verdade entre tantas mentiras, num mundo em que nada dura para sempre.
     Outra verdade sobre mim? Gosto de abraços apertados, daqueles de partir ao meio, só pro beijo poder nos colar depois. Gosto de sentir alegria com coisas bobas de fazer o coração pular no peito, como uma criança sorrindo pra lua.
     Gosto de inventar mundos meus, mundos cor-de-rosa. Achar graça em coisas sem sentido e ver beleza onde não há, ver o sol brilhando por trás da nuvem carregada de tempestade.
     O simples me faz rir, quem é simples me encanta. Ah como o complicado me aborrece!
     O mundo é grande, mas pra mim ele parece tão pequeno... e há tantas coisas que eu não entendo, mas não me preocupo em encontrar explicações... na verdade preocupo-me mais em encontrar perguntas que descobrir respostas.
     Preocupo-me com o que faz meu coração bater, as pernas amolecerem, os olhos brilharem e o sorriso correr solto.
     Gosto de imaginar que sou eterna, imortal. Mas desistiria de tudo isso se houvesse uma única chance de amar eternamente por um momento.
     Para o mundo cinza, uso giz de cera. Carrego-os na bolsa como aprendi a fazer recentemente num livro, para me sentir criança com livros para colorir.
     Para um dia de solidão, uso meus livros e os filmes.
     Para um dia de medo, tenho coragem. Tenho? Ah coragem eu tenho, de monte, o problema é que ela foge de mim, e normalmente procuro e não a encontro. O medo por outro lado é quem costuma me encontrar, mesmo quando fujo dele. Armazenei alguns que me encontraram ao longo da vida.
     Medo de eletricidade, de abelha, medo da solidão, medo de mim...
     Tenho uma bagunça cá dentro, às vezes tento organizar tudo em ordem alfabética, mas bate um vendaval e bagunça tudo de novo.
     Saio em busca de mim sem endereço ou destino, sem saber se vou chegar. Mas não paro. Posso perder o rumo, posso dar com a cara na porta. Mas eu vou! Sei que vou. E quando me pergunto o que eu procuro, me respondo: “amor, um filho, a mim mesma”.
     Sou mulher. Menina com contas a pagar.
     Trabalho como gente grande. Até brinco de ser séria...
     Quero ter forças pra ser frágil de novo. Entregar-me a alguém e sentir que alguém me completa, que é um pedaço de mim, daquele espelho que eu era. Não quero que o mundo me veja, porque não me entenderiam, mas desejo que você me sinta. Não o espelho que eu fui um dia, mas o eu de hoje. E eu sei que você poderia.
     Não preciso que me entendam. Quero que me amem. Quer me amar? Dê-me flores, um chocolate, dadinhos, sorrisos, carinhos, um poema pra sonhar, músicas pra encantar... Posso te amar? Prometo-te flores, sorrisos, carinhos, poesias, músicas...
     Eu só quero que você saiba quem eu sou... e pra isso... é preciso mais que uma escapada pro quarto... mais que três horas numa cama... é preciso mais minutos de conversa ao telefone... mais que 4 mensagens de celular... é preciso convivência... cumplicidade... confiança... essas coisas que se conquistam com o tempo... essas coisas que fazem um minuto valer uma eternidade... eternidade que eu dispensaria se pudesse tê-lo por um momento... um momento de verdade...

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Imbolc


           

            Atrasada como sempre nos meus posts... hoje falarei rapidamente sobre o ritual Imbolc.
            Este festival originou-se na Irlanda Antiga com as celebrações em homenagem à Deusa Brigit, que nessa época do ano era reverenciada como a “Noiva do Sol”, a Deus Donzela.
            Em Imbolc (ou candlemas) comemora-se o aumento da luz e o despertar das sementes enterradas na Terra. Ocorre cerca de 6 semanas após o Yule (solstício de inverno), enquanto a Deusa recupera-se do parto no qual troxe à luz a Criança da Promessa.
            Originalmente, na noite de Imbolc, todas as luzes e fogos eram apagados para serem acesos ritualisticamente com as brasas da fogueira erguida à Brigit.
            Brigit é uma Deusa Tríplice, regente da inspiração (artes, poesia, profecias), da cura (ervas, cura espiritual, terapias complementares) e da metalurgia (ferreiros, artesãos). As lendas celtas descrevem-na como a Deusa em sua apresentação de Donzela tocando com o seu bastão mágico a terra congelada pelo cajado d Anciã, despertando-a para a vida e aumentando a luz do dia.

            Esse festival também está ligado ao mito de Perséfone que metade do ano vive no mundo subterrâneo, terra de Hades, deixando a Terra entregue ao frio do inverno e, na outra metade, volta ao mundo superior, coroando a Terra com as flores da Primavera.
            É um período para se purificar e se renovar, percebendo o que não serve mais para a nossa vida, dando espaço para o novo chegar. É marcado pelo despertar de novos planos, novos projetos. Pela iniciação em caminhos espirituais ou em novas atividades.
            Uma dica: varra a sua casa mentalizando purificar a sua vida e o seu lar. Depois acenda uma vela vermelha ou branca e peça à Deusa Brigit para despertar o seu fogo criativo, o seu entusiasmo pela vida, para trazer luz ao seu caminho e proteção para sua casa e família.
            Em Imbolc a criatividade desperta e a inspiração floresce.

            Elementos ritualísticos: cores rosa, vermelho e verde claro. Guirlandas de flores amarelas. Ervas: salgueiro, alecrim ou manjericão, sândalo e sangue de dragão. As pedras âmbar, coral, estaurolita e quatzo-rosa.
           
            “Abençoada seja Deusa da Criatividade,
            Luminosa Brigit.
            Deusa do Fogo!
            Ensine-me a suportar os fogos da transformação,
            o fogo que tempera minha lâmina e me faça forte,
            Esteja comigo como um brilho em meu destino.
            Abençoada seja, Deusa da Transformação,
            Corajosa Perséfone,
            O caroço plantado na Terra.
            Ensine-me a entrar no submundo -
            Sem medo e emergir sem pesar.
            Ilumine meu caminho com suas tochas.
            Abençoada seja, Deusa da Fé,
            Constante Héstia,
            Deusa da lareira e do Templo.
            Ensine-me as lições de compromisso
            e satisfação, serviço e celebração.
            Aqueça-me por dentro e por fora.
            Que assim seja e assim se faça!”


terça-feira, 2 de agosto de 2011

Éramos Seis


A vibração do número 6 é uma das mais interessantes porque aqui começamos a analisar o lado interno das pessoas, o lado emocional do ser humano.
O 6 é o número do amor, afeição, emoção e, ao mesmo tempo, é o número da paz, da calma, da tranquilidade e da harmonia.
Porque cargas d´água a numerologia juntou o número do amor com o número da paz........... eu não faço ideia...
Brincadeira, na verdade eu sei sim: Quando o ser humano ama, ele produz ao seu redor tranquilidade. Quando o ser humano EXERCITA o sentimento de amor, ele produz paz ao seu redor.
Quando falamos em amor aqui, não falo do amor por um filho, um namorado, mas sim ao amor próprio.
Nós temos que primeiro amar a nós mesmos, nós temos que primeiro aprender a defender os nossos direitos, a fazer o que é correto em relação a nós mesmos.
A partir do momento que o ser humano tiver um profundo amor por si mesmo, será capaz de transmitir este amor ao mundo.
Jesus deixou esse ensinamento: “Ame ao teu próximo como a ti mesmo”.

** Para os místicos, amar a si próprio é amar a proposta que se fez com a divindade **

Agora vejam que interessante, além do 6 ser de amor e paz, ele é também o número caseiro e que valoriza o lar.
Paz e Amor x lar... Pitágoras não conhecia minha família...
Só colocamos em nossas casas pessoas que amamos e que estejam em sintonia conosco. Para nós, mortais sem um 6 no mapa, isso é uma ideia a se considerar, para um 6 isso é premissa. Isso é obrigatório!!
O número 6 valoriza as pessoas que moram com ela, valoriza o imóvel do lar e transforma cada ambiente em “aconchego”. Mas isso não significa apego material.
Eles detestam brigas, berro e desentendimentos, então vivem conciliando as pessoas, colocando panos quentes nos erros de todos para manter a harmonia. 

Não posso falar sobre a vibração do número 6 e não falar sobre seu símbolo máximo, o hexagrama. Podemos encontrar definições para esse símbolo em praticamente todas as religiões e tradições místicas.

Pode simbolizar a união das forças ativa e passiva na natureza, os pólos feminino e masculino, sendo o triângulo voltado para cima símbolo do princípio masculino e o triângulo voltado para baixo o feminino. Há também uma interpretação na qual o triângulo voltado para baixo representa a manifestação divina e o segundo triângulo a manifestação material, princípio hermético, o que está acima é como o que está abaixo, e o que está abaixo é como o que está acima.
Na Cabala judaica, o hexagrama faz alusão às sete emanações divinas (sefirot) inferiores. Cada um dos triângulos que formam os lados da estrela representa uma emanação e o centro dos triângulos maiores sobrepostos, representam a emanação denominada Malchut.
Em todas essas definições, há sempre um ponto em comum, o símbolo representa equilíbrio e harmonia.

Como o 6 vai para a polaridade negativa?
Calma, muita calma, tanta calma que ele resolve não fazer nada. Vai empurrando a vida com a barriga. Deixam os momentos passar e acabam se tornando acomodados, desleixados e irresponsáveis.
Diferente da irresponsabilidade do 5 que larga tudo e vai embora, o 6 não vai embora, ele simplesmente não faz nada......... é um mala sem alça... que não faz nada, fica sempre colocando panos quentes e você tem de carregá-lo para todos os lados...