sábado, 24 de setembro de 2011

Imortal

            É a primeira vez que vou dar dica de livro. Acabo de ler a série Imortais da autora Alyson Noël, o último livro chama-se Infinito.
            Infinito é o que ela deseja que seja o beijo entre ela e sua alma gêmea. Ela é Ever (Sempre, na tradução literal). Ele é Damen.
            São sete livros ao todo, alguns podem ser bem cansativos, mas o último... dizem que o fim justifica os meios... esse série faz jus à expressão.
            Leiam Infinito. Ele guarda em si uma incrível jornada mística, escrita para adolescentes, leitura simples mas rica em simbolismos.
            Ever passa um tempo em Summerland, uma outra dimensão, uma dimensão rica em possibilidades onde ela adentra os Grandes Salões do Conhecimento, entrando em contato com os Arquivos Akáshicos.
            Em Summerland ela encontra seu arquétipo sombra, Yin e Yang. O arquétipo sombra é representado por Shadowland (terra de sombra) e, neste ambiente, quem a guia rumo ao seu destino é Lótus.
            Lótus, para quem não sabe, é uma belíssima flor que vence obstáculos e se ergue em meio à lama e o lodo.
            Ever enfrenta diversos desafios até conseguir completar sua jornada, até a Árvore da Vida e encontrar a iluminação!
            No livro, a iluminação é representada pela compreensão de que todos somos um, todos estamos interligados. Quando um indivíduo evoluí, toda a humanidade evolui com ele e, de acordo com a lei da correspondência, o contrário também é verdade.
            A iluminação traz a compreensão de que cada ser é único, um universo em constante transformação. A soma de tantas e tantas vidas. Experiências as mais variadas. Enriquecedoras e dolorosas.
            Atingir a iluminação traz a profunda compreensão de que o fato de não ser correspondido no amor não significa que o outro não tenha realmente te amado de todo o coração ou que não fosse amor verdadeiro.
            Significa que naquele momento, naquela vida os rumos eram outros, o destino era outro. As jornadas não eram unidas mas paralelas. Significa que há muito o que reparar com outros paralelos. Que há muito o que aprender até que duas almas gêmeas possam finalmente unir as palmas das mãos numa prece conjunta. Os lábios num beijo infinito.
            Mas o conhecimento mais importante, que nem mesmo os Arquivos Akáshicos podem transmitir, é o conhecimento da imortalidade. O coração bate, o sangue corre, o ar entra e sai do pulmão, mas o corpo um dia perece. A alma permanece. Imutável e evoluindo. A essência, a consciência, onde quer que ela se encontre, no plano terreno ou no reino cósmico, ela, a alma  imortal, sempre busca pela alma gêmea.
            Ela sempre ama, ela nunca se cansa de esperar pela união das essências irmãs em uma só, porque a ALMA sabe que a verdadeira união não é deste mundo. A verdadeira união ocorre em outro nível. A alma sabe que a união irá ocorrer e por isso aguarda.
            Esse é o objetivo de nossa alma em suas sucessivas encarnações, mas estamos, quase todos, longe de alcançar, isso porque o homem perde tempo prestando atenção no ruído que existe ao seu redor em vez de se concentrar na beleza do silêncio que há dentro dele.
            Ever completa a jornada mística rumo ao além de dentro, caminhando entre as sombras de seu próprio passado, em busca da iluminação do amor verdadeiro. Ever se permite escutar seu silêncio. A comunicação entre sua alma, sua essência e sua consciência através da intuição. E, ciente de que a alma é imortal, torna-se livre. A alma imortal ama Para Sempre, todos os dias, até o fim, e ainda mais um dia... 
            
            Se tiverem chance, leiam Infinito...

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