Esse post vai parecer meio adolescente, até mesmo infantil. Mais sombra que pensamento... Mas a vontade de falar, ou desabafar é maior do que a vergonha de me expor. A idéia de me expor é estranha considerando meu jeito de ser, sempre meio distante, meio alheia, uma forma de manter as sombras que tenho escondidas num canto qualquer dentro de mim. No entanto não me parece totalmente absurda, uma vez que, as pessoas que me amam me merecem por inteira e não pela metade.
A verdade, nua e crua, é que não há um único dia em que eu não pense nele. Um único dia em que eu não sinta a falta dele, uma falta não física, uma vez que ele não esteve realmente ao meu lado por muito mais que 10 dias. Mas ele esteve ao meu lado, emocional e espiritualmente por tempo suficiente para me fazer crer que era de verdade. Não foi "para sempre", mas foi verdadeiro, de minha parte pelo menos.
A parte adolescente desse post é que, hoje, entendo o sentimento que Stephenie Meyer descreve em Lua Nova , quando Edward deixa Bella. Vazio, vazio, vazio. Um buraco no coração, que nada nem ninguém é capaz de preencher, além dele mesmo. Ainda que por horas esse buraco cesse de doer, por mais que por horas o mundo parece o mesmo e você é capaz de sorrir e agir como se estivesse inteira, quando a porta do seu quarto se fecha e o silêncio toma conta de sua mente, o buraco volta, o vazio te engole e então você percebe que o mundo é diferente agora.
Preferi não manter contato. Ser amiga apenas é ainda mais doloroso que não ser nada. Ao menos vivendo com a sua ausência, posso me dar à oportunidade de tentar me abrir novamente e acreditar que certas coisas são reais, simplesmente ter fé no sentimento das pessoas. Preferi ficar só nesse momento, algumas borrachas podem demorar a apagar certos sentimentos inscritos em nós. Não existe um botão “delete” no meu coração.
Não sofro. Sofrimento é um termo pesado demais para expressar o que sinto. Não sofro, apenas sinto. A falta da "letra escrita" numa tela de messenger. A falta da preocupação de estar em casa para falar um "oi" e falar do nosso dia-a-dia. De me abrir e ser inteira para uma pessoa que parecia ser inteiro para mim. Ainda que fosse relativamente inteiro. Amor é uma coisa estranha de sentir, quando não se tem a quem amar.
O amor é relativo...? É sim. Depende do quanto somos capazes de nos dividir. Capazes de nos doarmos. Capazes de compartilhar. Capazes de sermos carne e espírito.
O amor é relativo...? É sim. Depende do quanto somos capazes de nos dividir. Capazes de nos doarmos. Capazes de compartilhar. Capazes de sermos carne e espírito.
Não sofro. Apenas sinto sua falta.

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